SOBRE

O ILUMA

É composto por membros médicos e estudantes de medicina negros associados. Apresenta uma estrutura organizacional composta por diretoria executiva, conselhos ancestral, administrativo e fiscal, além das coordenações de projetos e comunicação. É uma associação totalmente independente e não lucrativa.

Origem

A ideia de criar uma associação médica negra nasceu em agosto de 2018, durante o I Encontro Nacional do Coletivo NegreX, em Recife, Pernambuco. Alguns médicos e estudantes de medicina presentes nesse evento se reuniram em torno da idéia de que só é possível uma medicina antirracista se pessoas negras também estiverem na condição de quem elabora, oferta e coordena os cuidados médicos de seu povo. Inspirados, então, pelas formas de luta do período abolicionista e movidos pelo desejo de ampliar a presença negra na medicina, decidiram apostar no associativismo como meio para alavancar luta antirracista.

Criação

Em janeiro de 2019, foi realizada a assembleia de fundação do Instituto Luiza Mahin - ILUMA, a primeira associação de médicos e estudantes de medicina negros do país. Em setembro do mesmo ano, com seu estatuto social concluído, a associação obteve seu registro civil, o que a conferiu reconhecimento jurídico, direitos e deveres. Ainda em 2019, foi realizada, em dezembro, a cerimônia de lançamento do ILUMA na Assembléia Legislativa de São Paulo, Alesp, com a presença de diversas personalidades negras. 

Missão

O Instituto Luiza Mahin tem como missão contribuir para a construção de uma sociedade equânime, na qual todos os indivíduos tenham direitos iguais sem prejuízos por pertença racial. Através do associativismo entre médicos e estudantes de medicina negros, o ILUMA visa contribuir para educação, sustentabilidade econômica, saúde e representatividade política do povo negro. É também um propósito fomentar o engajamento de jovens e adultos negros na luta antirracista.

Quem foi Luiza Mahin

Luísa Mahin foi uma mulher negra, nascida na África, escravizada, trazida ao Brasil, que viveu na primeira metade do século XIX. Pertencia à nação Nagô-Jeje e à tribo Mahin, motivo do seu sobrenome. Nasceu na região onde hoje é o Benin, dominada no final do século XVIII por árabes oriundos do Oriente Médio, razão pela qual Luísa Mahin aprendeu a língua árabe.

No Brasil Luísa Mahin virou escrava de ganho, categoria escravista comum nas áreas urbanas no século XIX. Os escravos de ganho poderiam vender produtos e prestar alguns serviços remunerados, onde a maior parte dos seus ganhos deveriam ser entregues ao patrão, e uma pequena parte poderia ficar com o escravizado. Luísa Mahin era quituteira pelas ruas de Salvador, tendo conseguido juntar dinheiro para comprar sua liberdade.

Já livre utilizou-se da sua profissão e de sua escrita para articular movimentos de resistência contra o modelo escravista vigente. Demais lideranças a viam como ponto central para comunicação e troca de mensagens. Dado que tinha livre passagem pelas ruas de Salvador, escrevia bilhetes em árabe e os escondia em seus quitutes, os quais eram levados por garotos negros até seus destinatários. Participou ativamente da Revolta dos Malês, em 1835, e da Sabinada, em 1837-1838. Foi mãe do abolicionista Luís Gama (1830-1882), do qual foi separada quando o mesmo tinha 5 anos.

 

Seu destino depois disso é apenas especulação. Possivelmente tenha ido para o Rio de Janeiro, onde teria participado de outros movimentos antiescravagistas sendo, desta vez, capturada, detida e deportada de volta para a África. Alguns autores acreditam que ela tenha conseguido fugir, indo instalar-se no Maranhão, onde ajudou a fundar o Tambor de Crioula. Segundo Luis Gama, ela teria tido outro filho, o qual nunca foi encontrado.

Carta de Luís Gama a seu amigo Lúcio de Mendonça, escrita em 1880: "Sou filho natural de negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luísa Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa, magra, bonita, a cor de um preto retinto sem lustro, os dentes eram alvíssimos, como a neve. Altiva, generosa, sofrida e vingativa. Era quitandeira e laboriosa."

Nossos projetos

Programa de Permanência Estudantil

Programa de bolsas e mentoria para estudantes de medicina negros de baixa renda. Para a categoria doador solidário, qualquer pessoa, de qualquer profissão, brasileiro ou estrangeiro, residente ou não no Brasil, pode se inscrever. Sua função é garantir uma ou mais bolsas estudantis até o encerramento do edital vigente. Já para a categoria madrinha/padrinho, é necessário ser médica(o) negra(o) associada(o) ao ILUMA. Além de garantir uma ou mais bolsas pelo tempo do edital, sua função inclui orientação pessoal e profissional aos bolsistas. Lançado em 30 Julho de 2020, seu primeiro edital tem duração de um ano. Editais posteriores são previstos."

 
 

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